12/04/2016

Basquetebol: desafio pela saúde em Mérida

Mérida
Já há vários anos que a André de Resende participa neste evento que cresce a cada ano. Este ano coube-nos o passeio à cidade património Mundial da Extremadura. Aproveitando a "mordomia" de viajar em autocarro da CME aproveitámos para levar toda a miudagem sub 14 e sub 16 Femininos e Masculinos. O Colégio dos Salesianos recebeu-nos com toda a simpatia, nomeadamente Don  MARIANO!
Os momentos desportivos foram importantes, mas os outros...bem mais!
O primeiro: MAFALDA JOGOU NOVAMENTE!
 O segundo: DANIEL REGRESSOU, após operação e a amizade entre todos foi "apenas" isto:

Taça Alentejo Stº André 48 x  André de Resende 74
Regresso de férias com basquetebol...fraquinho!

Num jogo de pouca qualidade explicada pela inexplicável justificação do pavilhão da André de Resende ter estado fechado duas semanas durante as férias da Páscoa. A equipa deixou de treinar mas fez questão de jogar/treinar com a mais alta intensidade possível. As perdas de bola foram muitas e alguns atletas denotaram muitas fragilidades pela paragem. Inácio com 20 pontos e Micael ainda assim foram os melhores. 

sub 14 André de Resende 81 x Salesianos  103
NBA action!!!!

Jogo de sub 14 com 184 pontos marcados significa que vários atletas ou ambas as equipas têm qualidade técnica para lançar ao cesto! Um olhar pelo número de pontos marcados pelos atletas verifica-se que em cada equipa um dos atletas marcou 45 pontos Luís Serrano e o pequeno Jorge Maçãs). Nem todos terão certamente a mesma visão sobre o jogo, mas eis uma das que não sendo mais certa do que as outras é certamente a mais importante para os jovens da André de Resende:
parciais: 8-35, 20-16, 28-22 e 23-30
   A grande diferença residiu num 1º período em que muita correria e pouco acerto técnico dos visitados, que tendo em campo Vasco Pereira, Tiago e Gustavo Antunes, José Ramos, Joaquim Raposo tinham qualidade para fazer bem mais. Como se trata do escalão de sub 14, devemos encarar estes desafios como normais e não como um drama. O treinador João Marques fez exatamente isso. Revelou que é alguém que está talhado para ser um grande treinador. Nunca se exaltou, não gritou, não se enervou nem enervou os miúdos com gritos desnecessários. Calmamente venceu 2 dos outros períodos, com a agravante de ver Tiago Antunes e especialmente Miguel Rita fazerem uma exibição de LUXO!
   A arbitragem de Sara Zambujo mereceu igualmente enorme aplauso, quando com muita educação, pediu a um espectador que se comportava como se estivesse a ver futebol, para se limitar a aplaudir os jovens da sua equipa. Muito bem!
Está de parabéns a André de Resende pois eventualmente ganhou mais atletas que na próxima época já poderão fazer alguns minutos no escalão de sub 16:
Luís Serrano e Vasco Pereira (8) (os únicos sub 14) e  Miguel Rita (18 pontos e exibição de encher o olho), Tiago Antunes (2), José Ramos(4). Estes sub 12 estão já melhor, mas os petizes Rui Banha, Joaquim Barroso, João Ludovino, Gustavo Antunes e Rui Ramalhinho tendo qualidade técnica superior à maioria dos atletas rivais, "aguardam" crescer uns centímetros e engordar uns quilos para rapidamente chegar a outro patamar.
João Marques deve sentir-se orgulhoso! 
Nos Salesianos Jorge Maçãs 45 pontos e Alexandre Jin 20 pontos estão num patamar acima dos restantes.

sub 12 Atlético Reguengos 72 x André de Resende 62

   Desfalcados pela ida a Mérida, seis briosos foram a Reguengos e quase ganhavam. A 2 minutos do final, perdiam por 2 pontos...
Grande exibição de Miguel Rita. Jogaram ainda Guilherme Miguéns, José Ramos, Rui Banha e Rui Ramalhinho e Gugas.




07/04/2016

Inside Albufeira 2016 - fotos exclusivas que merecem divulgação

   A Direção do clube enviou um grupo de dirigentes para acompanhar e apoiar as seleções do Alentejo. O trabalho foi árduo, pois durante o dia viam todos os jogos. À noite reuniam para fazer o balanço e planear o dia seguinte. Foi este grupo que decidiu atribuir o prémio "A FOTO"

O 1º prémio vai para a foto que mostra a alegria de Pedro Serrano com a mascote de peluche!
O 2º prémio vai para a Mariana Ramos. A alegria de 2 crianças com o peluche.
O 3º prémio Maria J. Gomes: Se uma adversária aleijar a minha Tânia...mando-me já daqui!
4º prémio - Margarida Correia: Ai que eu ainda me aleijo!!!
5º Lugar: Tânia Murteira: Eu não preciso de quadro! É para meter a bolinha naquele cesto nã é?
6º Lugar Margarida Júlio.  Cristo na cruz ...
7ºLugar: Luís Serrano conta uma anedota aos amigos!!!

8º lugar João Maia Júlio, cansado de ser dirigente do futebol, discretamente vai fazendo poses para que o tirem desse desporto e o promovam ao basquetebol da André de Resende.

 Aguardamos as 2 fotos que encerrarão esta tabela classificativa. Se forem mesmo engraçadas entram diretamente para o 1º lugar!

Análise dos atletas do GDRAR nas festas do basquetebol juvenil de 2016

Luís Serrano sub 14
Foi um dos elementos do tridente da equipa. O seu desempenho foi EXCELENTE.
 Defendeu e atacou com muita qualidade e só não se exibiu num plano ainda superior porque nas ações de ataque de posição ficava muito confinado a posições de poste(!!). Este posicionamento demasiado estático deixou-o em dificuldades de estatura e peso perante os adversários.  Foi 3º no ranking dos jogadores MVP e 4º na percentagem de lançamentos de 2 fruto da eficácia perto do cesto.
Tem que melhorar a qualidade do drible e essencialmente o lançamento exterior.
Matilde Francisco capitã da seleção de sub 14

Foi a melhor atleta da equipa fazendo todas as tarefas do jogo. A atacar só não foi mais brilhante por ter exagerado na tentativa de jogar com a equipa em passes laterais, quando na maior parte das situações ocorria uma perda de bola. Ainda assim foi brilhante e decisiva nas vitórias da equipa.
Tem que melhorar muito no aspeto defensivo e no lançamento exterior. Foi 5ª na média nacional de pontos marcados
Mariana Ramos  Sub 14
Foi uma boa surpresa, mostrou que a defender já é mais agressiva e nos jogos em que a equipa ganhou foi determinante. Tem que melhorar no "individualismo" pois procura sempre livrar-se da bola e na responsabilidade de assumir as ações ofensivas. Tecnicamente já mostra qualidade.
Margarida Correia  (sub 12)


Esta será a jovem sensação no escalão de sub 14 do próximo ano. Fisicamente muito forte para a idade e com técnica muito apurada. Sentiu-se muito limitada pelo que dela se pedia e não soube ter a melhor reação. Será exatamente esse o detalhe que fará dela (ou não) uma atleta de eleição. Se a jovem entender que ter bons resultados escolares será o "detalhe" que a fará evoluir. Tem intuição para o jogo o que é inato. Tem que melhorar muito o lançamento exterior e essencialmente de saber ouvir com mais atenção para ser mais eficaz a aprendizagem. 
Margarida Júlio  Sub 16
Foi uma das atletas que demonstrou mais evolução. Demonstrou que a sua exclusão da seleção de sub 16 do ano anterior não foi justa. Os números (10pontos marcados- 5 ressaltos 4 recuperações: 4,9 de média de valorização) demonstram que a sua postura competitiva é melhor e soube ainda ser líder quando era preciso assumir. Uma das vitórias saiu da sua mão com 2 lances livres convertidos nos últimos segundos.

Mihaela Sandu 
A "poste" de 1,70m que veio da Moldávia. valente no contacto físico ganha imensos ressaltos e começa a ser mais eficaz perto do cesto adversário. Também ela viveu uma situação de exclusão da seleção de sub 14 que a marcou muito pela forma como ocorreu. Este episódio ficou certamente apagado com a prestação de 2016.



Sofia Pinto

Um talento na condição física. explosiva nas ações, tecnicamente a evoluir  mas desconcentra-se com muita facilidade. Se melhorar neste aspeto jogará basquetebol durante muitos anos. Fez um bom campeonato




Tânia Murteira,  capitã da seleção de sub 16 

57 pontos marcados- 18 ressaltos 18 recuperações: 4,9 de média de valorização
Uma líder em todo o sentido. Soube comandar os ataques e organizar as defesas. Nos momentos de stress competitivo supera-se. Uma capitã e uma jovem que mereceu o respeito de todos. Foi 7ª no ranking nacional de média de pontos marcados.


























MIGUEL GALO sub 16

Um basquetebolista que consegue o quase impossível. Ainda dribla mal, não passa muito bem e tem um lançamento incorreto, mas quando começa o jogo...é o melhor! Passou despercebido à maioria algo que merece ser destacado. Numa equipa sem jogadores altos, Miguel Galo jogou sempre na área pintada. Nalguns movimentos ofensivos quase só bloqueava os colegas. Não recebia a bola durante minutos. Os seus números são esclarecedores: 26 pontos, 30 ressaltos, 9 recuperações e 9 faltas provocadas. Nunca ninguém lhe ouviu um cometário negativo, uma reação menos própria. Jogou numa posição que desconhecia. Dele disse o seu treinador:
"Uma força da natureza, nem ele sabe a força que tem e quando a deve utilizar, se trabalhar o seu lançamento tem tudo para ser um 3 fortissimo estilo Carlos Andrade."

PEDRO SANTANA
16 pontos marcados, 7/20 de lançamentos de 2, 0/3 de triplos e 2/6 de lances livres.
Marco Galego disse:
"É dos jogadores mais experientes no momento, precisa conseguir jogar mais para a equipa, já que consegue atrair a si facilmente os defesas.

04/04/2016

Equipas alentejanas merecem elogio!

   Terminou a festa juvenil do basquetebol em Albufeira. Mais uma vez viveram-se momentos de muito convivo, reviram-se amigos, fizeram-se novas amizades. O basquetebol une as pessoas e os resultados são determinantes para os vencedores, mas servem igualmente para aquilatar do trabalho que se vai fazendo nas diferentes regiões. Estiveram presentes os futuros jogadores das seleções nacionais. Alguns destes poderão ser oriundos de regiões do interior do país, mas a verdade é que  a cada época que passa, os planos de desenvolvimento têm visado o "país" de Setúbal a Braga!!!
    Mas qual foi o balanço das equipas do Alentejo?
O primeiro elogio vai para os treinadores de todas as equipas. Foram eles quem, dando o melhor de si, souberam criar o ambiente de empenho e excelente comportamento extra desportivo que todas as equipas demonstraram. Coube-lhes as escolhas dos atletas e num ponto estaremos todos de acordo: nenhum(a) atleta não selecionado teria feito a diferença na competição.
   As quatro seleções tiveram sucesso, face às expectativas que cada uma levava à saída de Évora.
No sector masculino o destaque vai para os sub 14 masculinos.

  A equipa tinha 3 atletas de qualidade superior: Vasco Lança, Pedro Leitão e Luís Serrano. Assentou o seu jogo numa defesa agressiva, atacando com processos muito simples. Foram essas as chaves do seu sucesso. Todos os atletas defendiam muito bem e quando os contra ataques não apareciam, as ações individuais destes 3 jovens resolvia. Ficaram a um passo de subir ao primeiro nível  ao perder com Santarém, num jogo que venciam por 16 pontos ao intervalo e sofreram um parcial de 0-24 no 3º período.
Ficou em todos este amargo na boca, mas tal não retira o brilho do conseguido. A explicação do sucedido será compreendido num futuro próximo.
A equipa de sub 16 masculina era a que tinha maiores expectativas. Foi a que treinou mais e melhor. Era igualmente a mais organizada nas diferentes fases do jogo. Defendeu sempre muito bem e não permitiu aos adversários grandes facilidades, mas falhava no ataque, marcando sempre poucos pontos. Os muitos sistemas táticos para atletas que não estão habituados a tal, pode ser a justificação. Desportivamente foi a seleção com o pior resultado, mas na verdade foi a que mais ganhou. Trabalharam durante meses com a qualidade e exigência que todos o deveriam ter feito. Estão de parabéns os três treinadores e os atletas saíram com a noção do dever cumprido. O único reparo é que uma associação que tem o privilégio de ter Inês Aragão, tem a obrigação de usar todos os seus conhecimentos nas diferentes equipas, nomeadamente junto das jovens atletas, que na sua maioria nem sabem de quem se trata.

O maior sucesso de todas as equipas foi o do sector feminino.

A seleção de sub 16 recebeu na cerimónia de encerramento, das mãos da selecionadora Mariana Kostourkova, um prémio que destacava o comportamento de respeito pelos valores do desporto.
Com efeito, a expressão da sua capitã Tânia Murteira, reflete uma felicidade bem maior do que os presentes poderiam supor e esta imagem vale mais do que mil palavras.
   A jovem representa uma geração de raparigas que se despedem das festas juvenis. Não voltarão, a não ser como espetadoras. Começaram cedo na modalidade, empenharam-se nos seus clubes da melhor forma para evoluir nas diferentes competições. Discutiram nas competições nacionais e obtiveram resultados cada vez melhores.
Sempre que representaram a sua região foram votadas a preparações pouco ou nada cuidadas. Nunca lhes foram dadas condições de treino e competição para chegar a estas festas e obter melhores resultados. Nos quatro anos, nunca fizeram qualquer jogo treino ou torneio pelas diferentes seleções do Alentejo. Nem se esperava que esta seleção de sub 16 feminina vencesse qualquer jogo. Afinal venceram 3! E ficámos todos com a sensação que poderiam vencer mais. Todos os que acompanharam os diferentes jogos saíram sempre do pavilhão com um respeito mais profundo por estas jovens atletas!
O treinador Sérgio Rosmaninho terá o seu mérito, mas foi consensual que o elemento aglutinador do grupo foi...  Vânia Sardinha.
A jovem revelou uma qualidade de liderança que merece ser realçado. Ajudou com os seus conhecimentos e bom senso, mas igualmente com uma postura de empenho e inteligência. A pedido das atletas queremos demonstrar o seu reconhecimento.
A surpresa maior foi a equipa de sub 14 feminino.
   A seleção das miúdas mais novas era constituídas por atletas que disputaram um campeonato em sistema de 4x4. A maioria nunca tinha feito um jogo 5x5 e algumas das jovens nem sequer tinham feito qualquer jogo oficial. Deste grupo não se esperava qualquer sucesso desportivo. Pedia-se apenas que não fossem cilindradas por números excessivos. Também elas nunca foram privilegiadas com a presença em jogos particulares ou torneios...o normal do que já sucedeu às mais velhas.
   O primeiro jogo deixava prever essa possibilidade, pois a equipa apenas converteu 11 pontos. Ao longo da competição foram melhorando significativamente e venceram DUAS partidas, sendo uma dessas vitórias obtida com um cesto nos últimos segundos!
   Merecem os parabéns os treinadores Francisco Gaspar e Cristina Torres que para além de dirigir tecnicamente as jovens ainda tiveram que fazer o papel que cabia a um dirigente...que não tinham!
As jovens de ambas as equipas saíram do Algarve com a sensação de terem dado uma resposta a todos os que nunca quiseram ou foram capazes de lhes dar as condições mínimas para se apresentarem melhor nestas competições. Se tal tivesse acontecido as seleções femininas teriam saído de lá com melhores classificações.
   Será verdade o que muitos comentavam em surdina, que algumas situações vividas neste processo visaram a preparação para que assim se mantenham por mais alguns anos?
Certamente que não!  A inteligência, a auto crítica e o objetivo de trabalhar para o bem do basquetebol do Alentejo ditarão que todas as seleções passarão a contar com melhores condições. Deve servir de exemplo o como sucedeu aos sub 16 masculinos e os resultados classificativos serão secundários pois a evolução dos jovens o mais importante! Se aliarmos o bom ao ótimo...melhor ainda!
Luís Francisco.

Albufeira...a festa do basquetebol em alentejano!